segunda-feira, 2 de junho de 2008

Um Sábado a gosto

No passado Sábado, foi dia cheio. Primeiro com aulas de formação naútica organizadas superiormente por aquele que já é conhecido por "COMODORO" da AVELA ( grande Madaleno - obrigado, pá), sendo a manhã para os DIESEL e a tarde para o Socorro e a parte médica a bordo. De manhã ouvimos o Sr. Borralho a falar de motores - que é sempre magnifico quando encontramos uma pessoa que sabe explicar e fala a nossa linguagem, isto é, a linguagem de não-experts. Depois de almoço, o Dr. Paulo Costa explanou uma série de conceitos sobre "socorro a bordo" e para além doutras coisas, aprendemos que todos nós TUGAS - somos uns atrazadinhos nestas andanças.

A meio da tarde, estávamos já a pensar em fechar as malsas para largar com o ETA a Peniche, eis que surge o CASTTELLANUS, um veleiro sueco - que esteve muito perto de nos deixar todos de luto. Este 50 pés com mastro esguio e alto tal qual os eucaliptos de Mourisca do Vouga, derrubou um cabo de média tensão, tendo sido visiveis 2 faíscas em volta do anemómetro e antenas VHF. Andavam na vizinhança algumas crianças em Optimist e alguns carros estacionados na Lota Velha e claro os suecos a bordo.

Bom, lá ajudámos os suecos recebemo-los à moda da AVELA, tratámos de avisar EDP's, Policias, Capitanias e não sei mais o quê.

Passado poucos minutos e perante grande espanto meu, apareceram 2 PM's no pontão da AVELA, que para além de cumprimentarem toda a gente (!), não exibiram a autoridade da farda, educados e a falarem inglês com muito poucos soluços. Safaram-se à grande com os suecos. Mas para toda a gente que estava no cais, a surpresa-mor foi que estes dois policias tinham sorrisos e mostraram-nos.

Eu juro, que não via policias assim desde a minha última ida ao estrangeiro!!!


Já em plena navegação costeira, nas conversas nocturnas de poço com o Almirante Queiróz e Cap. Berna sob um aprazível vento NNW de 15 nós num larguinho de categoria - dizia-se:

- Em vez de estarmos neste largo, poderíamos andar às tainas em Aveiro com o Embaixador da Suécia a repatriar corpos. Essa é que é essa.

Não há forma de referenciarem nas cartas e no local aqueles malditos cabos?

À boa maneira Tuga, será preciso morrer alguém importante e causar "estrilho" nos "media" para resolver-se a situação?

Não é possível enterrar os cabos? Subir os mesmos mais 10 metros ?


Para Peniche foi uma viagem tipo "Volvo Ocean Race" com 12 horas entre a Barra de Aveiro e o Cabo Carvoeiro. A bordo do "Lots of Fun" e sob as ordens do Cap. Paulo correu tudo a 30, registando-se avarias só na tripulação, mas todas ao nível do aparelho digestivo.

Em Peniche e com a greve e os protestos (mais que justos) dos Pescadores em pano de fundo, não fomos em busca da sardinhada. Fomos em busca de mais ovos e pimento vermelho, e testámos o equipamento de cozinha do "Lots of Fun" com uma receita conventual: - o famoso "Bacalhau à Berna".

Estava optimo e obviamente nada sobrou, mas atrevo-me a dizer que me pareceu um "Bacalhau à Machadinha", pois havia ali uns toques suspeitos. Estava bom e acompanhou-se com Quinta da Pacheca Branco.

Regresso em beleza num BUS fretado. Apenas 1h45m até Aveiro pela A8 + A17.


Nota: Barcos do norte já amarrados em Peniche

1- NVV Veronique - Cap. Veiga

2 - Lots of Fun - Cap. Paulo Costa

3 - Lusito - Cap. António Mota

4 - Marathon - Cap. Christian


2 comentários:

Amiga Atlántica disse...

OK. mesaje recibido.
Es posible que otra persona (Amiga de Chiristian y Ana) viaje con nosotros, hay sitio para ella en el microbus?

Anónimo disse...

Pois é, quem se põe a publicar catazes electro-difamatórios, sujeitasse a apanhar com um raio , (cabo electrico), no totiço...
Vamos lá ter cuidadinho com a lingua, senão...
Este post é anonimo por razões óbvias...