terça-feira, 26 de agosto de 2008

Stavros S Niarchos

Em 2006 o veleiro "Stavros S niarchos " de bandeira "British", fez uma viagem de Barbados até Ponta Delgada. Pelo caminho, houve tempo para uma produção video em redor de um tema dos "QUEEN - Don't stop me now".
O video é hilariante e demonstra a excelente disposição a bordo. No final do video, aparecem os "cut-off", que valem a pena ver até ao fim. Encontrei este video num Blog náutico americano http://captrichardrodriguez.blogspot.com, que também não é perca de tempo dar uma olhada.


Clicando aqui pode aceder ao site da organização juvenil, que toma conta da embarcação e eventualmente inscrever-se numa viagem daquelas que caem na alma apenas uma vez na vida. Dá-me a ideia, que esta "organização" deverá funcionar tipo CREOULA, mas com menos "quero, posso e mando" por parte governo, isto é - autonomia (no sentido não-açoriano do termo).

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Fuzos ... sempre prontos

Os nossos fuzileiros estão sempre prontos. Aliás o próprio lema deles é - "Sempre Prontos". É vê-los em todos os palcos de actuação, quer seja em missões de paz, quer em missões de pacificação. Face aos constrangmentos financeiros da Marinha Portuguesa (ver edição de hoje do JN - sobre os meios de salvamento em Portugal), não falta imaginação a estes duros e exemplares militares. E claro, sempre a honrar a nossa bandeira e as quinas. Na foto aparecem efusivamente agarrados às quinas (da SAGRES MINI) e a brindarem à sua Pátria após (certamente) uma dificíl missão de salvamento de uma alforreca coxa ao largo do Cabo Raso. Este amor exacerbado à Pátria não era visto desde o Mundial de Rugby 2007, quando os nossos lobos (também agarrados às quinas) cantavam o hino com aquele vigor e de lágrimas nos olhos.


Enquanto tuga, honra-me muito esta foto, na medida que traduz todos os constrangimentos financeiros que todos nós andamos a passar (Marinha Portuguesa incluída). Se fosse a bordo de um "USS qualquer coisa", era vê-los com Jack Daniels e Southern Confort "on the rocks" em Jacuzis aquecidos com 86 jactos laterais e 12 de fundo, temperatura controlada e com o HAWAI na paisagem de fundo. Ah!! E nos States of America os "Marines" são mistos, o que para além da coisa sermais agradável, sempre dá para puxar mais pela imaginação e inventar "jogos com novas regras". Agora começo a entender a "discussão pública" ora instalada, para a abertura dos Fuzileiros a elementos do sexo feminino, o que até concordo - apesar de ninguém ter solicitado a minha opinião. Na mesma, é patente a modestia expressada num fado cantado pela Amália - "uma casa portuguesa"; com uma reles banheira de lona "Made in Albarraque", água atlântica da fria e umas cervejitas pequenas que eventualmente até nem estarão muito frescas.
Que este "post" sirva para as autoridades deste país, dotarem esta corporação com maiores fatias do orçamento, no sentido de pelo menos seja instalada uma máquina de finos (ou imperiais para os fuzos-mouros) por embarcação, por forma a melhorar (ainda que ligeiramente) a imagem e o prestigio da nossa Marinha. Seria no mínimo desprestigiante durante os próximos exercícios da NATO, comparecermos nesta "figura" sem as máquinas de finos instaladas. E já agora que estamos a fazer investimentos nas forças que garantem a nossa soberania, porque não uma grelha (em Aveiro chama-se de RADAR DE POPA) onde no carvão, girariam franguinhos de 600 gramas com aquele toque de "piri-piri" tão Português. Aí valentes...

(foto publicada em Portugal no seu melhor)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A viagem de Palma (Parte VI)

Ressacaditos, pois então. Acordámos com a boa a saber a papéis de música e uma clave de sol atravessada no estômago. Um “desayuno” muito light quase ao meio-dia, e largámos da Marina Botafoch rumo a Norte. Sugeri então uma praia (Cala) onde estive 3 semanas consecutivas, já iam vão 22 anos, de seu nome – CALA LONGA. Recordo o dia em que vi a repetição do LIVE AID num bar de praia chamado OLIMPIC BAR. Nesse dia comemorava-se o 1º aniversário do concerto, e a TVE repetia o concerto noite dentro, mas a fome continuava a "imperar" na Etiópia. Poucos tugas conheceriam Ibiza nessa altura, pois não havia Low costs, as travessias de barco eram demoradas (6h a Denia), e a oferta hoteleira era pouca, logo cara. Praticamente "Alemanes & Bifes" tomavam conta de todos os tascos. Reinava o hit “People from Ibiza”, que era quase como um hino oficial, só que cantado (com letra)!!!! Nesta praia também bateu a onda do progresso e do betão. O Camping já não existe, o único hotel que existia já foi várias vezes remodelado (hà 8 anos voltei a esta praia e o hotel já tinha merecido obras), e entretanto apareceram mais hotéis, mais apartamentos e o OLIMPIC BAR já foi com os pitos, para que o areal balnear ficasse maior. O espírito continua, pois CALA LONGA ainda é do tipo Family Beach. Fundeámos nesta CALA próximo de uma dúzia de outros veleiros e lanchas, onde registámos o record de temperatura da água – mais de 28 ºC. É obra. Apetece logo beber uma SAGRES MINI e ligar o ar condicionado debaixo de água. O Cap. Salgueiro aproveitou a manhã para fazer actividades de “snorkeling”, que é como quem diz, meteu uns óculos de mergulho e enfiou um tubo na boca enquanto calçava uns sapatitos tipo Pato Donald. É a vantagem de não se ter estragado na noite anterior. Estava fresquinho que nem uma alface, e lá andou mais de 2 horas nas águas de CALA LONGA. No regresso trouxe os bolsos dos calções de banho (não, não fez nudismo) cheios de búzios de considerável dimensão. Destino final – tacho. Depois de almoço volante muito ligeiro, fomos tomar uma espécie de café a um bar de praia e mais 4 dúzias de mergulhos. Assim sim. Talvez fossem umas 4/5 horas da tarde quando largámos com destino a PALMA, nessa que seria a nossa última noite de navegação. Ainda com Santa Eulália del Rio por través, e com uma mareação rumo a PALMA com 15/17 nós de vento e o SOG a registar mais de 5 nós, surgiu em pano de fundo os tais búzios com muitas muitas cervejinhas em procissão. As festas em honra de São Geraldo e Santa Lúzia em Mourisca do Vouga não têm tantos andores. Foi um festival. Em gíria de cervejaria, chamamos de CARROCEL. 5 estrelas e desta vez saiam os tutanos. É sempre bom ter mergulhadores a bordo, e quando estes são cozinheiros, ainda melhor.A foto retrata o tacho depois da guerra! Agora faltavam os atuns, que percorridas mais de 500 milhas ainda não tinham aparecido. Equacionei consultar o Prof. BAMBO, mas o preço do ROAMING certamente que seria superior ao valor do pescado, pelo que optei eu próprio pelo remédio milagreiro. Nada mais certo, que benzer a amostra e fazer uma cruz na cana. Nossa Senhora haveria de ajudar. E lá fomos, somando milhas, com o vento a subir até 20 nós e o barco a disparar 7-7 e qualquer coisa nós. Bom para quem tem pressa, óptimo para quem tem tempo. Ao jantar apareceria “Frango de cebolada à moda do Alentejo de Cima”, cuidadosamente preparado pelo Chefe João e a noite cairia com café e o UIKE. Muito UIKE , numa noite estrelada, calma, numa velejada perfeita de um larguinho com barcos de grandes dimensões a aparecerem no radar e no horizonte mas também (felizmente) ao largo. Ouvia-se alguma música tuga a bordo e tive o privilégio de governar a embarcação toda a noite. O vento cairia depois da meia-noite, as velocidades baixavam para 4 - 3,5 – 3,0 nós e começávamos a avistar o enorme golfo (é mais que baía) de Palma de Maiorca. Depois da entrada entre faróis ainda são 10 milhas, significando que são 25 milhas desde que avistamos um dos faróis. A poluição visual é enorme, pelo que a dificuldade em avistar determinados farolins é enorme. Como íamos em direcção a uma marina que se situa próximo do Aeroporto de Palma, a situação ainda era mais complicada. Coisa que se resolve com a velocidade reduzida. Nestas horas o vento não permitia mais que um SOG de 1,5 nós e a pressa não era muita. Tinha encontro marcado apenas à uma da tarde com um fulano chamado “Boeing da AIRBERLIN”, por isso ainda havia muito relógio para correr. Fundeámos na Praia de Can’Pastilla cerca das 4 da manhã, com o luar instalado nas nossas cabeças. A viagem tinha sido do melhor, pois em 70 milhas foi consumido mais whisky que gasóleo. Pela manhã, amarrámos na Marina, cumprimentámos os LADYBIRD’s que restavam (e respectivas famílias) e fugi para o aeroporto. Na pouca bagagem e na lembrança levo em consciência o sentido de “dever comprido e cumprido”. Poucas avarias, pouco stress, muita vela, boa disposição e grande camaradagem. Num mundo virado às avessas, que mais se poderia pedir ?
- Um atum, diriam alguns.

P.S. – Obrigadão Cap. Salgueiro pelo convite.
FIM

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A viagem de Palma (Parte V)

Acordar em Ibiza dá direito a um mergulho. A maneira mais fácil de retirar a remela dos olhos, é mergulhar da popa, e pronto. O acordar em Ibiza é assim. Pequeno-almoço tardio, música ambiente a bordo e relaxe, muito relaxe. Calor e muito calor. Fizemos pequenas bricolages, enchemos o bote (em Lisboa chama-se côcô!!), lavámos o convés e depois de almoço fomos a terra de bote e de canoa tomar uma espécie de café. Não há maneira destes espanhóis conheceram o Comendador Nabeiro. É nestas ocasiões que me lembro si, Sr. Comendador. Pela tarde manobramos para a baía de Espalmador (!), pois onde estávamos fundeados era uma área protegida das “POSIDONIAS”, alga que está protegida por estas bandas. Em algumas baías existem “poitas” de fundeio para que as embarcações não usem o ferro, por forma a não destruir a flora marinha. Espalmador é uma baía fantástica, com dezenas de veleiros fundeados, com água tranquila e bastante quente. Foi nesta baía que corei de vergonha, num episódio que passo a contar. A maralha que por aqui fundeia, pratica o nudismo fundamentalista pelo menos na hora do banho. Eu como habitante de uma das comunidades “mais à frentex do Planeta” (refiro-me a Mourisca do Vouga) também vou alinhando nestas ondas de modernidade e naturismo. Acontece que ao reparar no panorama à minha volta (sou bastante atento e curioso), era eventualmente o único cujo corpo não continha piercings, tatuagens e pior que isto, o meu corpo contém “tufos de relva”, em claro contraponto contra a calvície total e integral daquelas gentes. No sexo feminino, nem uma erva daninha naqueles corpinhos, nem sequer aquele risquinho de bigode para dar o contraste. Nada. Nem uma. Senti uma vergonha imensa, e cheguei a equacionar levantar o meu PPR, para investir numa depilação a laser e a sério. Faltam apenas 25 anos. Nessa baía, tempo ainda para dar uma volta ao areal e dedicar-nos à apanha de marisco (tipo búzios), que tratei de preparar à nossa moda. Optei pela técnica do estrugido com tomate, mas ficou uma merda. Os bichos entraram vivos para o tacho, encolheram com o calorzinho do gás e ninguém conseguia tirar os “tutanos” dentro das carapaças. Conclusão: Ingestão de proteína, igual a zero. Não me lembro da janta, mas lembro-me de termos continuado na senda dos digestivos e da minis (já não eram SAGRES !!!) e de manhã rumamos a Ibiza (cidade) num passeio a motor de cerca de 1 hora. Aportámos na marina de Botafoch, onde por 1 noite paga-se tanto por uma singela noite como em Aveiro por um semestre. Não fui eu que paguei, mas até a mim me doeu. Carrega o barco de mercearia, de água e de electrões para as baterias e marchamos até à praia de Talamanca, paredes meias com a Marina. A esta hora já o LADYBIRD estava a caminho da ilha de Maiorca, onde haveria troca definitiva de tripulação. Dois marinheiros “out”, para embarcar a família do Rui e do André. Se as coisa correram bem , dentro de 3 dias voltaremos a ver o LADYBIRD. Em Talamanca malhámos mais umas cañas, mais umas braçadas no mar e “ala que se faz tarde”. Era sábado, estávamos em Ibiza e queríamos sentir um pouco de urbanidade na pele. Fomos para a “urbe”, onde escolhemos um restaurante manhoso, para fazer o roteiro normal. Tapas e mais tapas, um pratinho de carne e cañas com rioja. De alguns locais que já tive oportunidade de visitar, Ibiza é dos locais no mundo com mais gajas boas por m2, eventualmente apenas ultrapassado por LAS VEGAS nos locais de jogo. Deveras impressionante com tanta perfeição em redor dos nossos olhos, e nós (tristes) com 4 homens a bordo. A vida nem sempre pode ser aquilo que desejamos, e comemos com os olhos. Durante a janta, recebemos a visita de cortesia de dois Mourisquense de gema, o Paulo Inglês e a Joana que andavam de veraneio e namoro naquelas paragens. Depois foi vaguear pela cidade, a contemplar as vistas e a observar toda aquela panelareiragem de marketing que ocupa os principais bares de Ibiza. A hora ia avançando e fomos a uma discoteca de Ibiza - Privilege, que é igual a tantas outras, com a vantagem de ter uma esplanada exterior, onde se apanha menos pancada. TUM TUM TUM TUM. Com a cabeça inteiramente zomza, eram umas 4 horas da manhã quando regressámos ao barco, a pensar na quantidade e nas qualidades inatas (e de ginásio) destas moçoilas de Ibiza. É muito cabedal e tão pouca celulite. Esta coisa de andar no mar longe do sexo oposto, ao fim de 5 dias julgo que haverá alguma glândula que atrofia a massa encefálica. Aiiii!!! A pensar em tanta gaja boa, adormeci com o TUM TUM TUM TUM em vez do FFFFFFFFFFFF já habitual do VHF.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A viagem de Palma (Parte IV)

Com o Cabo de Gata para trás e a noite para cair, havia de dobrar o Cabo de Palos depois de passada a enorme baia de Cartagena. A noite estava como todas as outras, ou seja de feição. O vento predominante de Oeste ia ajudando, embora por vezes fizesse uma “reviengas” pelo facto de estarmos perto da costa e próximo do Cabo. No convés, conversava-se deste mundo do outro e daquele que há-de vir, acompanhando o esforço do lábios com aguardente velhíssima ou “uike” (assim se pronuncia em español). A marcha sempre acima dos 5,5 nós sempre muito próximo do ângulo ideal. Amanhecia com 1/3 do cabo de Palos já ultrapassado, e de repente começamos a avistar um dos maiores prodígios da natureza ibérica, que dá pelo nome de MANGA DEL MAR MENOR. Avistámos, mas não penetrámos na manga. Os apetrechos de pesca continuavam activados na posição ON. Será que a próxima refeição será o tão desejado atum. Continuámos rumo as Baleares, pois a vontade de chegar era enorme, e havia que aproveitar as situações. As primeiras 20 milhas depois de ter o Cabo de Palos pela popa da embarcação, deverão ser um canal de navegação, e os navios eram às dúzias. Porta-contentores equilibristas, petroleiros malabaristas, pesqueiros de todos os tamanhos e feitios e claro, água muito, muito quente. Chegou-se a registar temperaturas de água ligeiramente acima dos 27º. Com o calor da água nos mergulhos, até a pobre “veia safena” inchava, facto que havia de compensar com a ingestão de bebidas frescas, pois segundo os anais de medicina, o corpo tem de andar em permanente equilíbrio. Nesta questão dos porta-contentores vamo-nos habituando a eles, e um mergulho junto a estas bestas passa a ser normal (ver foto). O almoço fez-se chegar com uma feijoada à moda de Pias, preparada pelo chefe João com todo o requinte e todos os condimentos. Já a tarde ia alta, embarcámos o Luciano (Pavarotti – esse mesmo) que nos acompanhou numa tardada de GIN TÉCNICO de grande nível. No vídeo é bem audível a voz do falecido tenor bem como o vento que faz galopar o BACCUS LIBER. Os figurantes deste video, devem ser sopranos, pois sopraram até fartar nesta tarde...


(click para ver)

Grande categoria e motivo de soberba inveja para muito capitão da nossa praça. A noite havia de cair com uma deliciosa refeição de “coxinhas de galinha” (não foi de coxinhas com pan pan pan), regada com vinho luso e um pudim flan de sobremesa, por forma aos digestivos caírem no estômago sobre um tapete de glicose. Estas coisas são todas muito bem pensadas. Avançava o escuro até ao aparecimento do luar, com a “milhagem” a aumentar, sinal que Formentera estava perto. Pelo VHF ouvimos um navio de guerra dos states a questionar os navios de grande porte, apoiado por outro vaso de guerra inglês, que fazia perguntas sobre carga, nacionalidade das tripulações, e ao que parecia não brincavam em serviço. Arribámos a Formentera pelas 4 horas locais, 1 hora depois do LADYBIRD, numa manobra difícil e vagarosa, pois a poluição visual é grande e as sondas muito reduzidas. Já na jurisdição do banheiro local, tempo ainda para andar a saltar de canal em canal (VHF), para assistir às conversas entre o Centro de Socorro Aéreo e um barco com ingleses, que pelo pouco que se entendeu, tratou-se duma evacuação por Helicóptero de alguém que teria tido um treco cardíaco. A prontidão dos espanhóis foi notável, o resto não sabemos, mas obviamente desejamos uma óptima recuperação ao tripulante do iate inglês. Com restrições de calado, fundeamos e dormimos como passarinhos.
(continua no próximo número)


quinta-feira, 31 de julho de 2008

A viagem de Palma (Parte III)

O dia ainda não tinha acordado em Fuengirola quando o BACCUS LIBER se fez ao mar. O Douro tinto da véspera era mesmo de boa colheita, razão pela qual os hálitos estavam afinados, não havia olheiras de “mau-dormir” e a boa disposição era reinante. O destino e o ETA seria o que fosse, pois a ameaça do tempo e a incongruência das previsões assim o ditavam. A única preocupação era somar milhas e mais milhas rumo às ilhas baleares. Se abrisse borrasca, encostaríamos a uma marina, que é coisa que não falta nas costas da Andaluzia, apetrechadas de boas esplanadas. Se o São Pedro colaborasse e o nível anímico se situasse acima dos 65%, porque não parar em Formentera. O nível da mercearia a bordo era mais que satisfatório, o nível dos líquidos e fluidos também estava OK, pelo que havia condições para velejar, para fazer umas pescarias de tunídeos e afins e matéria-prima para GIN TÉCNICO. O calor ia aumentando, o vento era constante de 10/15 nós e noite fora fomos rasgando as águas do Mediterrâneo. Com o vento sempre por companhia, íamos adivinhando os saltos de vento, e ora a vela e motor, ora simplesmente à vela, dobrou-se o infindável Cabo de Gata. O armador, sempre confiante nos seus dotes de pesca, ia lendo e relendo um livro japonês, onde era descrito com bastante minúcia a preparação do Atum. Como amanhar o bicho, como escolher as facas correctas, como tirar a pele, etc, eram tudo pormenores que o nosso armador já dominava. Pela manhã, ouvimos o tão desejado Boletim Meteo que indiciava a continuação das condições relativamente favoráveis de vento e mar. Força 4-3 que em linguagem mediterrânica corresponde ao nosso 1-2 de Aveiro. Aportámos em Garrucha ao final da manhã com o propósito claro de encher a mercearia, o “gasoil”, tomar umas banhocas e almoçar de faca e garfo. A ida à mercearia calhou-me a mim mesmo e ao cozinheiro, que atulhámos o carrinho conforme ordens do armador, e nada mais fácil para trazer a mercearia para bordo, que trazer o próprio carrinho de compras. Pouco formal, mas muito muito funcional. A marina de Garrucha é acolhedora, barata, há uma grande superfície a 800mts da marina e muito comércio local. Os preços pareceram-nos relativamente baixos para a zona e para a época. Voltaríamos a sair da marina cerca das 20 horas, com rumo de proa ao Cabo de Palos, para ver o que dava daí em diante. O “ladybird” acompanhava de perto. Passada a noite, foi cumprido o ritual de meter novamente o “corrico” do atum, pois adivinhava-se peixe fresco a bordo. Continuávamos em vela e motor, com um único propósito - somar milhas. O caminho faz-se navegando...
(continua no próximo número)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A viagem de Palma (Parte II)

Após a janta mexicana em Gibraltar, perdemos cerca de 50% da tripulação, ou seja, ficou o marinheiro Contreiras e o Imediato Bispo entregues às suas respectivas famílias, pelo que este pobre Arrais e o Armador ficaram a “solo” no veleiro. Depois duns cigarritos em DUTY FREE e gasóleo a preços que fazem lembrar o antigamente, saímos da “Bay Marina” e demos de trombas com o VENTURA, um barquito que a Galega Mar tem fotografado no Porto de Vigo. O gajo é grande, muito grande e enorme. Com tanta varanda e tanta gente a bordo, não conseguimos ver ninguém em trajes menores. Para a próxima vez que for a Gibraltar, em vez de comprar cigarros, comprarei um par de binóculos. Poupam-se os pulmões e regala-se a vista. Fiquei curioso em visitar Gibraltar (da parte de dentro) – gostei da atmosfera, e esta vontade aguçou-se a dobrar o Cabo Europa. Cabo dobrado e vento quadruplicado. São muito manhosas as fífias do vento, quando se navega junto aos cabos na zona do estreito, mas o Cap. Salgueiro já estava avisado e tinha experiência de passagens em anos anteriores.
Fomos em rota batida até Fuengirola, com a temperatura do mar a subir até 26,5º e havendo pausas constantes para os denominados mergulhos recreativos. Da pesca a bordo não apareciam resultados, e o prato de Atum fresco adiava-se mais um dia. A navegação assentava numa bolina (mais ou menos) cerrada com pouco vento, que quando abrandava juntávamos os cavalos do VOLVO PENTA. No horizonte, a quantidade de petroleiros, gaseiros e graneleiros de dimensões gordas aumentava e pelo VHF ouvia-se o inevitável. O TARIFA RADIO CONTROL pedia a todas as embarcações para prestarem a atenção devida em determinada área para objectos de madeira à deriva e 2 corpos entretanto desaparecidos. É o drama dos “balseiros” a jogarem com a vida a sua própria sobrevivência. Sempre atentos ao VHF, fomos ouvindo a possibilidade de uma “atrapalhação atmosférica” a norte da Argélia, que induzia LEVANTE e condições de força 7. Pensámos de pronto assentar arraiais em Fuengirola por 2 dias, mas a borrasca não se concretizou, facto que não veio a alterar os nossos planos. A ideia de passar 2/3 dias em Ibiza sem navegar e no "dulce far niente" mantinha-se de pé. Esta foi a perna mais curta, tendo chegado a Fuengirola ainda o sol estava alto, para encontrar os novos tripulantes que embarcariam naquele porto. Conhecidos os tripulantes e a mercearia que embarcaram, ficámos logo a saber o menu do Jantar. Coelho estufado à moda de Sesimbra, amplamente regado com taninos dourienses não rotulados. Embarcados o Cozinheiro João Cruz e seu filho – Inspector (de redes) Mário e convidados os tripulantes do LADYBIRD, foi servido a bordo um fausto banquete, que culminou com os convidados a lamberem ferozmente o tacho no final da refeição. Seguramente que a espessura do tacho ressentiu-se num décimo de mm, tal a violência das lambidelas. Convém referir que este tipo de comportamentos da parte dos algarvios remonta à 1ª metade do Sec. XIV. Digestivos tomados rumámos à cidade para ver as modas…

terça-feira, 29 de julho de 2008

A viagem de Palma (ParteI)


Para além dos meteoritos, há coisas que caem do céu. Na semana passada fui numa “tirada” rumo a Palma de Maiorca a bordo dum BAVARIA 46 pés, pertença de um amigo de um amigo meu. É deste tipo de tarefas que toda a gente gosta e estes convites caem do céu. Saída de Olhão numa sexta à noite e regresso na outra segunda-feira.
Dia 1 – Olhão até Chipiona
Dia 2 – Chipiona até Gibraltar
Dia 3 – Gibraltar até Fuengirola
Dia 4 - Fuengirola até Garrucha
Dia 5 – Garrucha até Formentera
Dia 6 – Formentera
Dia 7 – Ibiza
Dia 8 – Ibiza até Palma de Maiorca
Olhando para trás e para as águas da nossa costa norte atlântica, não fica saudade na memória. Água morna, água pouco saltitante, água azul, enfim… resumindo “água benta”.
A saída marcada da Ria Formosa, poiso do Olhão, propriedade do IPTM, ou melhor, aquela marina que é só para quem o IPTM quer e não deixa lugar a passantes, com uma tripulação tipo DREAM TEAM a saber: Cap Salgueiro na qualidade de Armador e Patrão, Imediato Bispo, marinheiro Contreiras e eu na qualidade de ordinário Arrais. Tivemos ainda o privilégio de ter como companhia a embarcação LADYBIRD, que em Tuga se poderá traduzir de forma livre por PASSARINHA, mas que apesar do sugestivo nome apenas levava homens. O Cap. Rui, o imediato André, o escrivão de nau Ricardo e finalmente como gaiato de navio o “Zé Mascalzone”.
No primeiro dia de navegação, apanhamos a água trapalhona do Algarve, com uma ondulação de 1 metro muito escangalhada, induzindo uma mareação muito chata com a embarcação a bater (ainda que pouco) em todas as direcções e muito spray. Vento a proporcionar uma bolina pouco cerrada e suficiente para 5/6 nós com adorno a bombordo. Bom ou muito bom, quando comparamos com as condições de navegabilidade de Aveiro e arredores. Mecanicamente houve uma pequena “traição traiçoeira” do VOLVO PENTA, que deu para reparar à boca da marina de Chipiona, tendo a máquina ficado rejuvenescida e com garantia de 12 meses.
Janta em Terra firme em restaurante de rua com tapas (biquerones, calamares e companhia) e um prato “sólido” de carne, acompanhado (e muito) por cañas, Rioja e chupitos.
Na segunda jornada e com rumo traçado para “La Roca de Sua Magestada La reina ISABEL”, com tempo sorridente e ondulação a variar de 12 a 14 cms, proporcionando a espaços um larguinho suave, com a embarcação bem oleada com SAGRES MINI.

O “mareo” do dia anterior já tinha abandonado a anatomia do ouvido médio e a boa disposição reinava nas almas dos navegantes. A sopa, perdão, a água registava já 24º a 25º (dos CELSIUS), que deu para umas “banhadas à corda” na ré da embarcação, mesmo de través do Cabo Trafalgar. O Cap. Salgueiro lá ia fazendo as contas para aproveitar a (super)boleia das correntes no estreito, tendo penetrado a 8/9 Kn de SOG. Perfeito. Sem antes termos registado a bordo a passagem de um aniversário pela barba do marinheiro Contreiras, que mereceu a confecção de um bolo especialmente confeccionado pelo nosso armador. Regámos a efeméride com aquela coisa francesa, amarelada, com bolhas e rolha de cortiça, que dá pelo nome de MOET & CHANDON, e foram cantados os parabéns por VHF, apesar dos Decretos e Portarias proibirem tais coisas.

Mas o marinheiro Contreiras merecia e cantou-se a coisa em tom afinado a duas vozes com falsete de VHF. Pela vizinhança avistava-se uma crista no continente africano e várias embarcações do tamanho do ALFA PENDULAR, que se deslocam muito rápido sobretudo quando a tripulação se distrai mais um bocadinho com o abre-latas na mão. Chegada à Rock, já com lusco-fusco instalado e jantarada num Restaurante Pseudo-mexicano adjacente à marina, que usava especiarias de primeiríssima categoria, cujo fulgor excitou as nossas tripas e hemorróides durante as 48 horas seguintes. Acabada a refeição, notámos que estávamos em Inglaterra (ou coisa parecida), pois todos os tascos estavam já CLOSED, havendo apenas meia dúzia de drogados mansos a circular, mais 14 dúzias de MARROQUINS que entretanto tinham chegado num Ferry tardio. Juro, que não vi ninguém de “cú para o ar” com os holofotes virados para Meca.


(Continua no próximo número)

terça-feira, 15 de julho de 2008

É bom aprender línguas

Todos nós sabemos (que até na náutica de recreio) é cada vez mais importante o dominio de línguas estrangeiras. Parafraseando o Cap. Licas - "é bom gostar de línguas estrangeiras". Descobri por mero acaso, um curso intensivo pela net, que ajuda-nos a comprender 3 coisas básicas: O Espanhol, o Inglês e como os espanhóis vão aprendendo inglês na TVE. Aqui fica apenas a 1ª lição, com um sotaque de origem.


Para aqueles que queiram tirar o "canudo", é fácil sigam este link para o YOUTUBE e estudem.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Catraiada do IPO Porto

Está (timidamente) referenciado no site da AVELA, o passeio com a "catraiada" do IPO do Porto. Julgo ser um passeio com caracter anual, mas apenas participei 2 vezes, ainda ao leme do WOOLOOMOOLOO. Na tentativa de confirmar este evento, ainda disparei 2 telefonemas e ao que pude constatar a coisa está de pé. Lamento também esta coisa ser tão pouco divulgado, pois várias vezes aconteceu e eu (que até sou rapaz atento) nada soube ! ! ! Por vezes recebemos "torrentes" de mails, outras "rien de rien". Na última vez que participei, o passeio iniciou-se no pontão da AVELA, segui-se uma velejada até à Base de São Jacinto, atracámos no pontão dos "homens verdes" e segui-se um repasto na cantina da Base (acho que se chama Messe). O cozinheiro-chefe foi o Eng. Senos da Fonseca do CVCN, que como eu tem barbas e um Beneteau 305 DL. Na organização da malta, esteve a Teresinha (esposa do Salú), que julgo estar com Relações Públicas da Associação sem fins lucrativos - ACREDITAR. Foi muito giro o passeio com os miúdos a deliciarem-se com a actividade e verdade seja dita - o tacho também não foi mau.
Como é hábito nestes passeios, a garotada gosta de usar o VHF, para falar uns com os outros, e nas 2 vezes que participei os rádios não pararam. Acontece que estávamos (como sempre) no Ch 9, e ouviram-se alguns comentários (desagradáveis) sobre a utilização deste canal. Desta vez recomendo vivamente que se escolha um canal que não interfira com a navegação em geral. Portanto, convida-se a comunidade vélica em geral a aparecer Sábado pelas 09h30m no Pontão da AVELA, e se possível virem munidos de coletes de criança. Para a noite, também se arranjará "programa", pois as saudades de uma noite em Saint Jacint sur-mer são mais que muitas.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Para aventureiros

Desta feita não se trata de nenhuma nova patente de Montemor-o-Velho. Isto cheira-me a States of América. Uma canoa, ao que parece feita em plástico do tipo Tupperware desenhada para um individuo (ou individua) olhar para os fundos e marrar contra um penhasco ! Pimba!
Aparenta tratar-se de uma coisa (mais ou menos) leve, que cabe em qualquer furgão e óptimo para passar um dia em familia. Leva-se toda a familia para a orla, a familia unida coloca a "coisa" na água com muito cuidado para não riscar o fundo e o remador (pagaiador) diverte-se o dia todo, com umas sandochas que leva numa mochila. Ao fim do dia, voltamos a unir a familia para carregar tudo direitinho no furgão, mas sempre com muito cuidadinho para não riscar.
Esta embarcação é apropriada à Ria de Aveiro para todos aqueles que não sejam impressionáveis com facilidade. Imagine-se o panorama (que já foi pior - é verdade) de observar dejectos de cor acastanhada, pretos, às curvas, tipo suspiro ou tipo alheira, ou ainda, preservativos de várias cores, fraldas, garrafas, sacos plásticos do hiper e toda uma parafernália de items que flutuem, a passar debaixo da visão (e das pernas) do remador. Ao passar junto ao "emerdário de São Jacinto", ao ver todo o "spray" misturado com restos das páginas amarelas que servem de embrulho à isca. A adrenalina aparecerá.

Para além de tudo isto, caso o "felizardo" opte pelo Mondego como contacto privilegiado com a Mãe-natureza, acresce a possibilidade de ver "in loco" ao vivo e a cores, o coito dos Lagostins de água doce, classificado como a maior orgia aquática da Peninsula Ibérica. Diga-se de passagem, que este fenómeno já foi muitas vezes fotografado (com efeitos de contraluz e sombras) pelo maior bloguesforante do Mondego, e passado a documentário cientifico fazendo parte da colectânea "BBC Vida Selvagem" (Fascículo 32).

Para encomendar esta brincadeira, aqui fica o link. Devem aceitar MasterCard e Visa.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Águas do meu Portugal

Este é um blog que se verga em hidroassuntos, pelo que o referido dito cujo assunto enquadra-se na coisa.


Conforme noticía hoje o Público e o Jornal de Noticias a AdP (uma espécie de EDP das Águas que ainda não foi à Bolsa de Valores), foi auditada pelo Tribunal de Contas. E Pronto a malta ficou a saber o que já se sabia, a saber: são depósitos de prejuízos e rios de gratificações por objectivos alcançados. Para variar o TC também acha que gastaram demais com viaturas !!! O tribunal não deverá saber, que esta malta viaja muito dentro das condutas !!!


No site do Tribunal de contas, podem descarregar em *.pdf o relatório da auditoria. Prestem atenção nas respostas do Conselho de Administração aos auditores, que está transcrita nas últimas folhas.

Esta República é do melhor. Aprendi na Escola Secundária Marques de Castilhos, que a molecula da água era uma molécula simples. Parece que agora já não é.
Tinha de vir o Tribunal de Contas complicar a quimica da coisa.
Conselho de Administração
Presidente: Pedro Eduardo Passos da Cunha Serra
Vogal: Justino Manuel Matias Carlos
Vogal: António Manuel da Silva Branco
Vogal: João Manuel Lopes Fidalgo
Vogal: José Maria Martins Soares
Vogal: CGD representada por Francisco Manuel Marques Bandeira
Vogal:Parpública - SGPS, S.A. representada por João Manuel de Castro Plácido Pires

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Mar da Palha

Os perigos que o Mar da Palha esconde. Reportagem da responsabilidade da TV MAMA, que passou na National Geographic e vai repetir dentro em breve na RECORD TV. Imagens surpreendentes e reais.
Imagem : José Ângelo Gomes Produção: João Manuel Rodrigues
Unbelievable Storm - Celebrity bloopers here

terça-feira, 1 de julho de 2008

Mondego no seu melhor . . .

Eis mais um modelo inovador criado em Quinhendros e desenvolvido na Ereira, destinado ao promissor e exigente mercado do "Baixo Mondego". Disponível em várias cores e brevemente em versão "Sofá", reúne todas as condições para a pesca da boga, do achigã, do barbo e da carpa. O "gadelhudo" da foto não é quem poderão pensar, mas sim Joaquim Almeida morador na outra margem do Mondego, mais concretamente em Granja do Ulmeiro.

Assim valerá a pena pescar - comentam os "Montemorenses", que diga-se em abono da verdade, são muito "achacados" a problemas musculares nos lombares e dorsais. Para eles esta invenção não é mais do que uma (mega) revolução na robótica e na arte de pescar, havendo quem defenda a dedução das despesas com a aquisição desta embarcação, na rubrica "despesas com saúde" no Mod.3 de IRS. Para os mais distraídos pf concentrem-se na foto, onde são visiveis dois patos sendo o da direita pertencente à Reserva Natural do Paul de Arzila, e o da esquerda é meramente civil.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Restaurante " A Peixaria"


Ele há coisas !!!
No sábado passado fomos (Celtas + Lotsoffun) jantar à Peixaria, na agradável companhia dum casal Romano, os Pociam Amoni . Tudo isto integrado no programa "habitué" das idas a São Jacinto nas noites de Verão. O relógio da torre altaneira da Catedral daquele lugar, marcava (quase) 22 horas no momento em que atacámos de garfo, faca e dente as iguarias escolhidas. Obviamente que seguimos as "tribialidades"da lista, a saber: Carapaus + sardinhas + lulas grelhadas. Bebemos "Joy" Laranja e "Spur" Cola com moderação - passo a publicidade. A comida continua a ser excelente e incrivelmente não é salgada, ao contrário da maioria dos restaurantes deste país, que usa e abusa no Cloreto de Sódio. Ao fim paga-se tanto como nos outros lados, e menos 30% a 40% do que na Praia da Barra ou da Costa Nova. Continua a valer a pena, atracar mal e porcamente e estar com o coração nas mãos cada vez que a lancha passa.
Eram cerca das 22h45m quando saímos da peixaria, ainda havia gente a sentar-se para jantar, ou se calhar - só mesmo se calhar - para rejantar.
Vou telefonar ao Guia da Michelin, para colocarem uma estrela no Restaurante e mais pneus no cais do Ferry - para amortecer as pancadas !